A arborização e o paisagismo deixaram de ser vistos apenas como elementos decorativos para se consolidarem como ferramentas essenciais à qualidade de vida e ao conforto urbano. A Indicação nº 158/2026, apresentada pelos vereadores Wanderley Paulo (Progressistas), Diogo Kriguer (PSDB), Emerson Farias (PL) e Darci Gonçalves (MDB), solicita ao Poder Executivo a contratação de escritórios de arquitetura paisagística especializada para o desenvolvimento e execução de projetos de paisagismo urbano em todo o município.
De acordo com a proposta, o plano abrangeria desde grandes espaços públicos, como praças, parques e avenidas, até as calçadas das residências particulares, criando diretrizes que permitam à população colaborar de forma alinhada com o projeto urbanístico da cidade.
“Sorriso já é destaque na questão de arborização e paisagismo. No entanto, com o plano, poderíamos incentivar a população e ainda formalizar e padronizar a arborização da nossa cidade, com a possibilidade de normalizar e fiscalizar as execuções”, destacou Wanderley Paulo, um dos autores da indicação.
Os parlamentares ressaltam que a medida vai além da estética. Em um documento que acompanha a proposição, eles listam benefícios como a melhoria da qualidade do ar, a regulação da umidade, a promoção do bem-estar psíquico e emocional dos moradores e o estímulo à convivência social e ao lazer saudável.
Outro ponto enfatizado é a importância do conhecimento técnico especializado para evitar desperdícios. A escolha adequada de espécies botânicas nativas e adaptadas ao clima e ao solo da região, segundo os vereadores, reduz custos com manutenção excessiva e replantio, garantindo eficiência no uso dos recursos públicos.
“Intervenções urbanísticas e paisagísticas de excelência transformam áreas subutilizadas em espaços vivos de convivência, revitalizando praças, parques e avenidas, e criando ambientes que estimulam a integração social, a segurança pública e o lazer saudável para todas as idades”, complementou Wanderley Paulo.
A Indicação nº 158/2026 agora aguarda análise e resposta do Poder Executivo, que poderá ou não acatar a sugestão legislativa.



