A Câmara Municipal aprovou, durante a
sessão desta semana, o Requerimento nº 105/2026, de autoria do presidente
vereador Rodrigo Matterazzi (Republicanos), que solicita ao Poder Executivo um
conjunto amplo de informações estratégicas sobre o planejamento urbano do
município.
O pedido abrange desde o plano de expansão
urbana vigente ou em elaboração até a relação detalhada dos projetos
estruturantes com incidência no território, com destaque para o aeroporto e sua
eventual ampliação para terminal de cargas, o anel viário ou contorno
rodoviário e as conexões viárias e ferroviárias.
Matterazzi justifica que tais dados são
indispensáveis para instruir os estudos em curso na Casa voltados à revisão do
Plano Diretor, matéria que, conforme determina o artigo 182 da Constituição Federal
e o artigo 75 da Lei Orgânica Municipal, é de competência da Câmara Municipal
para apreciação e aprovação.
O parlamentar enfatiza que as informações
requeridas atendem rigorosamente ao requisito de pertinência previsto no
Regimento Interno da Casa, uma vez que os dados estão sob a competência do
Poder Executivo, especialmente da Secretaria Municipal de Planejamento, e são
essenciais para calibrar o macrozoneamento pela infraestrutura existente e
projetada, evitando-se assim a repetição de adensamentos aprovados acima da
capacidade de suporte da cidade.
Entre os pontos solicitados, destaca-se
ainda o cronograma da revisão do Plano Diretor e a data da última revisão,
conforme exige o artigo 40, §3º, da Lei nº 10.257/2001, conhecida como Estatuto
da Cidade, além de informações detalhadas sobre a capacidade de suporte da
infraestrutura de saneamento, abastecimento de água e esgotamento sanitário,
incluindo o plano de investimentos e as metas contratuais da concessionária, na
qualidade de poder concedente.
O requerimento também pede a relação dos
loteamentos e empreendimentos aprovados ou em análise que ainda não foram
implantados, com a respectiva análise de capacidade de infraestrutura
correspondente.
Ao justificar a iniciativa, Matterazzi
ressaltou que o crescimento urbano precisa ser planejado com base em dados
concretos e atualizados, de modo a garantir que o desenvolvimento ocorra de
forma equilibrada e sustentável, sem sobrecarregar os serviços públicos e a
infraestrutura existente.
Na propositura o presidente alertou que
decisões sobre zoneamento e adensamento populacional, se tomadas sem o devido
embasamento técnico, podem comprometer a qualidade de vida da população e gerar
passivos ambientais e urbanísticos de difícil solução no futuro.