A reforma tributária e seus reflexos na arrecadação
municipal foram discutidos na manhã desta quinta-feira (22), na Câmara Municipal,
durante reunião entre os vereadores, o secretário municipal de Finanças, Teddy
Puva e o advogado Gelson Severo Filho, representante da empresa responsável
pela consultoria tributária do município.
No encontro que reuniu o presidente da Câmara de Sorriso,
Rodrigo Matterazzi, e os vereadores Adir Cunico, Profª Silvana, Darci Gonçalves
e Gringo do Barreiro, foi discutida a proposta de instituição do Programa
Municipal de Autorregularização Fiscal e Repactuação de Estoque do Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), prevista no Projeto de Lei nº
161/2026.
Entre os assuntos discutidos esteve a possibilidade de
estabelecer condições diferenciadas para a regularização de débitos antigos do
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). A discussão considera uma
consulta respondida pelo Tribunal de Contas, especificamente para o município
de Sorriso, sobre a cobrança do imposto referente a períodos anteriores e seus
possíveis reflexos no cálculo do coeficiente de participação do município, que
será definido em 2026.
Segundo o advogado, Sorriso tem o dever de cobrar os valores
devidos, enquanto o Poder Legislativo pode avaliar mecanismos que facilitem o
pagamento pelos contribuintes. A proposta é conciliar o cumprimento da
legislação e o incremento da arrecadação com condições que permitam a regularização
dos débitos de maneira mais acessível. “Assim como o município, os vereadores
nos pareceram muito engajados em cumprir a legislação e arrecadar o que é
devido, mas também olhar para o lado social”, destacou o advogado, explicando
que a intenção é permitir que contribuintes com pendências consigam regularizar
sua situação mediante condições diferenciadas.
De acordo com Severo, o Executivo deverá realizar pequenos ajustes no texto, especialmente em aspectos relacionados à questão social, antes de encaminhá-lo ao Legislativo. A expectativa do consultor é que a proposta possa ser apreciada e aprovada no início de novembro, caso sejam concluídos os ajustes necessários e cumpridas as etapas legislativas.
Para os vereadores, a reunião reforçou a importância do
diálogo entre Executivo e Legislativo na construção de alternativas que
garantam o cumprimento das obrigações tributárias, fortaleçam as receitas
municipais e considerem a realidade dos contribuintes.